Política

Testemunho de Chiquinho Brazão no STF sobre a Morte de Marielle Franco

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Testemunho de Chiquinho Brazão no STF sobre a Morte de Marielle Franco

Início do Depoimento e Contexto

Em um dos episódios mais relevantes e emocionantes do cenário político brasileiro dos últimos anos, o deputado federal Chiquinho Brazão prestou depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) acerca do brutal assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. O caso, que já gerou comoção em todo o país, voltou a ganhar destaque com os recentes depoimentos de indivíduos acusados de estarem envolvidos na execução do crime. As sessões, que começaram de maneira virtual devido ao caráter de segurança máxima dos réus, prometem trazer novos desdobramentos e clareza para um evento que chocou a sociedade brasileira.

O depoimento de Brazão ocorreu no dia 21 de outubro de 2024 e foi marcado por momentos de intensa emoção por parte do réu, que em diversos momentos não conteve as lágrimas. Ele se tornou particularmente emotivo ao mencionar sua família, especialmente seus irmãos, e ao relembrar os momentos de domingo ao lado de seus netos. Reconhecido por seu temperamento reservado no cenário político, esses momentos de emoção revelaram um lado mais pessoal do político, que fez questão de destacar sua proximidade com a família.

Relação com Marielle Franco

Durante seu depoimento, Brazão enfatizou que mantinha uma relação cordial e afetuosa com a vereadora assassinada. Ele destacou Marielle como uma colega de mandato amável e com quem mantinha diálogos frequentes sobre projetos e inovações políticas. A declaração de que Marielle era conhecida por sua simpatia e diplomacia pareceu contrastar fortemente com as acusações de que Brazão teria sido um dos mandantes do crime. Ele reafirmou a todo momento sua inocência e desconhecimento de qualquer plano que visasse o atentado contra a vida da vereadora.

Esta descrição reafirma o quão chocante é o crime para o panorama político, uma vez que trata-se de uma violência direta contra um dos principais pilares da democracia: a liberdade e a segurança dos que se colocam a serviço da população.

Acusações e Desdobramentos

Acusações e Desdobramentos

O depoente negou veementemente qualquer ligação ou conhecimento prévio com Ronnie Lessa, indivíduo que confessou o assassinato de Marielle Franco e cuja história tumultuada já era de conhecimento das forças policiais. Brazão, ressaltando sua desconexão de Lessa, traçou um perfil de distanciamento de possíveis atividades criminosas que teriam culminado no trágico fim da parlamentar carioca.

No entanto, as investigações indicam o nome de Edmilson Oliveira da Silva, conhecido como 'Macalé', como uma ponte entre mandantes e executores. Macalé supostamente teria sido responsável por levar a proposta de execução até Ronnie Lessa. Brazão afirmou ter encontrado Macalé somente em quatro ocasiões, distorcendo qualquer possível especulação de um envolvimento contínuo e cúmplice. Assim, o contexto exato que levou ao envolvimento de tais figuras continua a gerar perguntas que demandam respostas claras e concisas por parte das autoridades.

Realização das Sessões e Projeções

Diante da complexidade do caso, o STF optou por realizar os depoimentos por meio de videoconferência, reforçando as medidas de segurança devido à potencial perigosidade envolvida nos desdobramentos do processo. Tais iniciativas visam não só a proteção dos envolvidos, mas a preservação das informações críticas relacionadas ao incidente. Essas sessões se apresentam, portanto, como verdadeiros marcos na busca pela justiça e pela compreensão de toda a extensão dos eventos que levaram à perda de Marielle Franco, uma mulher que se transformou em símbolo de luta e representatividade no Brasil moderno.

Pelos detalhes ainda obscuros que cercam o caso, o encerramento dessas audiências, previsto para o dia 25 de outubro de 2024, será aguardado com grande expectativa. A sociedade busca não apenas justiça, mas compreensão e uma discussão mais ampla sobre os rumos que o cenário político nacional deve tomar para que crimes dessa natureza não apenas sejam esclarecidos, mas prevenidos através de reformas e estratégias de empoderamento e proteção dos servidores públicos que arriscam suas vidas em nome de uma causa maior.

Reflexão Final

Reflexão Final

O depoimento de Chiquinho Brazão no STF sobre o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes lança luz sobre uma série de questões estruturais que têm alimentado debates acalorados sobre segurança, justiça e responsabilidade política no Brasil. É uma narrativa que, embora dolorosa, precisa ser analisada com rigor e empatia, não só para honrar a memória das vítimas, mas para assegurar que genuinamente aprendamos a partir desse capítulo sombrio.

Em tempos em que a polarização e a desinformação ameaçam a coesão social, é essencial que o enfoque volte para a valorização do diálogo transparente, ético e direcionado à construção de um futuro onde tragédias como essas sejam, além de resolvidas, verdadeiramente compreendidas e prevenidas.

11 Comentários

  1. Ralph Ruy Ralph Ruy

    Essa história toda me faz lembrar que a política brasileira ainda vive num filme de terror sem roteiro. Mas o mais triste? Que Marielle não foi a primeira e não será a última. O sistema tá podre até os ossos, e enquanto a gente discute se Brazão chorou de verdade ou fez show, os verdadeiros culpados continuam comendo pão com manteiga no conforto de seus apartamentos. A justiça tá lenta, mas a impunidade? Ela corre mais que Usain Bolt.

    Se a gente não transformar essa dor em pressão real, tudo isso vira só mais um meme no TikTok.

    Respeito à memória da Marielle. Ela era o que nós precisamos - não o que o sistema permite.

  2. guilherme roza guilherme roza

    ALGUÉM JÁ PENSOU QUE O BAZAR DO STF É TUDO UMA FARSAAAA? 🤫💣

    Brazão? Tá fingindo de inocente pra ganhar tempo até o Carnaval. O Macalé? Tá sendo usado como bode expiatório pra proteger os verdadeiros patrões. E o Ronnie? Ele já confessou, mas será que foi torturado? Será que ele tá com um microfone colado no ouvido enquanto fala? E se o vídeo do depoimento tiver sido editado? E se a Lava Jato tiver feito isso com o Lula e agora tá repetindo o roteiro? 🤯

    Se eu fosse o Bolsonaro, eu já tinha mandado um tweet tipo ‘vai ter sangue’.

    EU NÃO CONFIO EM NADA NISSO. NADA. NADA. NADA.

    #MarielleÉMártir #STFÉBolha

  3. Marcos Suel Marcos Suel

    Esse país tá se transformando num circo de palhaços com direito a lágrimas de político. Brazão é um traidor da pátria, ponto. Quem tem sangue na mão não chora por neto. O que ele tá fazendo no STF? Tá pedindo perdão? Tá pedindo voto? Tá pedindo salário? A gente tá aqui, no Brasil, e ele tá se escondendo atrás de ‘relação cordial’? Cordial? Com quem matou uma mulher que lutava por favelas? Isso não é política, é genocídio disfarçado de democracia.

    Se ele não for preso, eu vou desistir de votar. E não é ameaça. É aviso.

    Brasil, acorda. Eles estão nos roubando e matando nossos sonhos. E você ainda acha que isso é normal?

  4. Flavia Calderón Flavia Calderón

    É difícil falar sobre isso sem se sentir esmagado. Marielle representava algo que a gente perdeu: a esperança de que a política pudesse ser um espaço de cuidado. E o que vemos agora? Um sistema que transforma vítimas em símbolos e algozes em personagens de novela.

    Chiquinho Brazão pode ter chorado - e talvez esse choro seja o primeiro passo de alguém que, no fundo, sente o peso do que aconteceu. Mas sentimento não anula culpa. E não é por isso que devemos perdoar. É por isso que devemos exigir mais.

    Eu acredito que a justiça pode ser lenta, mas não pode ser cega. E nós, como sociedade, temos o dever de manter os olhos abertos - mesmo quando dói.

    Que a memória de Marielle e Anderson nos force a ser melhores. Não só mais indignados. Mas mais corajosos.

  5. Gilberto Moreira Gilberto Moreira

    OLHA SÓ O QUE O STF TÁ FAZENDO AQUI - é um verdadeiro ‘episódio final de Game of Thrones’ com menos dragões e mais testemunhas em videoconferência. 💥

    Brazão tá jogando o jogo da empatia como se fosse um podcast da Spotify. ‘Eu amava ela, eu tinha neto, eu era só um bom pai’. Mas aí vem o Macalé, o Ronnie, o histórico de armas, os contatos com milícias... e aí? Onde tá o link real? Será que tá no WhatsApp? Será que tá no Google Drive? Será que tá no Telegram do Bolsonaro? 😏

    Se isso não virar um documentário da Netflix, eu desisto da humanidade.

    Enquanto isso, Marielle segue sendo o único político que não vendeu a alma. E isso, meus amigos, é o maior crime de todos.

  6. RODRIGO AUGUSTO DOS SANTOS RODRIGO AUGUSTO DOS SANTOS

    Chiquinho chorou? Tá bom, mas e daí? Todo assassino chora na frente da câmera. O que importa é o que ele fez, não o que ele sentiu. O caso Marielle é o símbolo da morte da política no Brasil. E se o STF não fizer justiça, a gente vai fazer justiça por conta própria. E não estou falando de vingança. Estou falando de consciência coletiva. A gente não pode deixar isso passar. Não mais. Não depois de tudo que já passamos.

    Se o sistema não funcionar, o povo vai funcionar. E aí, quem vai se proteger?

  7. Diana Araújo Diana Araújo

    Se ele tá chorando, talvez ele saiba que tá errado. Mas chorar não paga o preço de uma vida. E se ele tá fingindo? Aí é pior, porque aí a gente tá lidando com alguém que acha que a gente é bobo.

    Todo mundo tá falando de justiça, mas ninguém tá falando de prevenção. Por que Marielle foi morta? Porque ela falava. Porque ela não calava. Porque ela não tinha medo. E aí, o que a gente faz? A gente se esconde atrás de ‘não tenho provas’ e ‘não é comigo’.

    Eu acho que o mais triste não é o crime. É a gente se acostumar com ele.

    Se a gente não mudar, a próxima Marielle já tá sendo planejada. E ela pode ser sua filha. Sua irmã. Sua amiga.

  8. Lino Mellino Lino Mellino

    Brazão falou. Chorou. Negou. Macalé apareceu. Ronnie confessou. STF viu. O povo espera. A impunidade espera também. Marielle não volta. Mas a gente pode não esquecer. É só isso.

    É tudo que resta.

  9. gladys mc gladys mc

    Eu não acredito em nenhum desses discursos de ‘relação cordial’. Se você convive com um criminoso, mesmo que indiretamente, você é cúmplice. Não importa se você não segurou a arma. Você segurou a porta. Você abriu a porta. Você deu espaço. E agora quer se esconder atrás de lágrimas? Não. Não mais. Eu não vou deixar que você transforme o sofrimento da Marielle em um drama de novela. Ela não era personagem. Ela era real. E você? Você é o que você escolheu ser.

    Eu não vou perdoar. Eu não vou esquecer. E se você não fizer nada, você já escolheu seu lado.

  10. Tafnes Nobrega Tafnes Nobrega

    Eu fico pensando… e se a gente tivesse escutado Marielle quando ela falava sobre segurança pública, sobre educação, sobre as favelas? E se a gente tivesse dado espaço pra ela, em vez de transformar ela em um ícone só depois que ela foi morta?

    Essa é a verdadeira tragédia. Não só o assassinato. Mas o fato de que a gente só valoriza quem é silenciado.

    Chiquinho pode ter dito que era amigo. Mas amigo não fica em silêncio enquanto o outro é atacado. Amigo luta. Amigo denuncia. Amigo não espera o STF para se posicionar.

    Eu quero acreditar que ainda dá pra mudar. Mas só se a gente deixar de olhar pra lágrimas e começar a olhar pra ações.

  11. Priscila Tani Leal Vieira Priscila Tani Leal Vieira

    Quando você vê um homem chorar por seus netos enquanto acusa alguém de matar uma mãe que lutava por crianças como os dele… você não pode ignorar isso. Não é só sobre culpa. É sobre o que a gente valoriza. Se a gente acha que um político pode ser bom pai e ainda assim mandar matar uma mulher que defendia direitos humanos, então a gente já perdeu algo essencial.

    Eu não quero que a gente se esqueça da Marielle. Eu quero que a gente se lembre de que ela era uma mãe, uma filha, uma amiga, uma líder. E que a gente não permita que o sistema use o seu nome só pra ganhar pontos na mídia.

    Se você acha que isso é só política, você não entendeu nada.

    Isso é sobre quem somos. E quem queremos ser.

    Espero que esse depoimento não seja o fim. Que seja só o começo da mudança.

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